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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Folhas secas...














Já fui sombra fresca sob o sol quente do verão;

já fui abrigo certo da chuva forte que caía.

Admirada porque era verde, era vida e pulmão,

recebia a brisa da manhã com um aceno de alegria.



Hoje sou folha seca jogada ao vento,

rolando a esmo, ao léu

ou soprada ao tempo

voando sem rumo, no céu.



Desprezada e enrijecida

pelo mesmo sol que me deu vida;

Atapeto o chão, desprotegida,

pisada pelas mesmas pessoas que dei guarida.



E agora, que apagado meu encanto,

fico perdida de canto em canto...

ferida, sozinha, em pranto...

sofrendo tanto... sofrendo tanto!

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